Roupa Nova é um conjunto musical de pop rock/soft rock brasileiro formado no Rio de Janeiro em 1980 por Cleberson Horsth (teclados e voz), Ricardo Feghali (teclados e voz), Kiko (guitarra e voz), Nando Oliveira (baixo e voz), Serginho Herval (bateria e voz) e Paulinho (voz e percussão). Em 2020, o grupo completou 40 anos de carreira com essa mesma formação, da qual Paulinho e Serginho se destacaram como os principais vocalistas e Cleberson, Nando, Kiko e Ricardo como os principais compositores.


As origens do Roupa Nova remontam ao grupo Os Famks, uma banda formada em 1967 para animar festas e bailes cariocas. Embora nenhum dos futuros integrantes do Roupa Nova tenha participado da criação Os Famks, foi nesse grupo carioca de baile que eles foram se reunindo, um a um, na primeira metade da década de 1970 até formarem o sexteto que seria o embrião do Roupa Nova. Ainda sob o nome Os Famks, eles lançaram dois álbuns de estúdio com composições influenciadas pelo rock internacional da época e também gravaram, sob o pseudônimo Os Motokas, diversos LPs com versões covers de sucessos daquela época. A grande mudança na trajetória do grupo ocorreu na virada para a década de 1980, quando o grupo conseguiu um contrato com a gravadora Polygram. Decididos a investirem em um trabalho mais autoral, o grupo foi rebatizado para Roupa Nova, nome de uma canção então inédita de Milton Nascimento e Fernando Brant que, gravada pelo sexteto naquele ano, iniciou uma das carreiras mais bem-sucedidas do pop brasileiro.


Com uma liberdade artística considerável, o Roupa Nova investiu em uma sonoridade pop rock marcadamente sofisticada, comercial e repleta de harmonias vocais, às vezes comparáveis ao formato de rádio AORs de bandas como Toto. Embora desagradasse parte da crítica musical brasileira, o sexteto carioca alcançou significativo sucesso no mercado fonográfico do Brasil ao longo de quase quatro décadas de carreira, com a gravação de 19 álbuns de estúdio e 5 álbuns ao vivo que somados venderam mais de 20 milhões de cópias no país. Discos como Roupa Nova (1985) e Herança (1987) superaram a marca de 1 milhões de cópias vendidas e se tornaram dois dos LPs mais vendidos da música brasileira daquele período. Diversas canções do grupo integraram trilhas sonoras nas telenovelas brasileiras e se tornaram grandes êxitos comerciais como “Anjo”, em “Guerra dos Sexos” (1983), “Dona”, em “Roque Santeiro” (1985), e “Whisky A-Go-Go”, em “Um Sonho a Mais” (também em 1985). Mesmo com o sucesso próprio, o Roupa Nova seguiu como banda de estúdio requisitada em gravações em discos de estrelas da MPB como Gal Costa, Zizi Possi, Milton Nascimento, entre outros, graças à reputação profissional. Também participaram, ainda que não fossem creditados como músicos, de discos de bandas de rock brasileiro nascentes na primeira metade dos anos 1980. Também sob encomenda, o grupo gravou composições como o "Tema da Vitória", tocada nas transmissões de Fórmula 1 da Rede Globo, e o tema original do festival Rock in Rio.


Após o auge nos anos 1980, o Roupa Nova amargou um período de menor visibilidade midiática a partir de meados da década de 1990, embora o grupo mantivesse bastante ativa sua agenda de apresentações ao vivo.Com o lançamento do álbum e do show Roupacústico (2004), a banda recuperou o caminho do sucesso comercial. O álbum Roupa Nova em Londres (2009), gravado no Abbey Road Studios em Londres, venceu o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.